Urika Coimbra
Do Autódromo de Jacarepaguá
18 de novembro 13h21
Thiago Camilo não terminou, não pontuou e não conseguiu levar a decisão do campeonato para São Paulo. O então vice, com 247 pontos, condenou a atitude de Antonio Jorge Neto, Eurofarma RC, em toque que o tirou da corrida.
“Já tinha colocado mais de meio carro por dentro do Neto, tomei um toque na traseira, na saída da curva. Quando vi que estava na minha frente já esperava que ele dificultasse, por ser companheiro de equipe de Cacá. Só não esperava receber um toque dessa maneira para me tirar da corrida”, disse o piloto enquanto acompanhava o restante da prova, visivelmente abalado com a sua saída.
Thiago Camilo ainda perdeu a segunda posição do campeonato para Rodrigo Sperafico, que terminou a corrida em 7º, somou 9 pontos e segue como vice para São Paulo.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Thiago Riberi é pole no grid da Stock Jr.
Urika Coimbra
Do Autódromo de Jacarepaguá
17 de novembro
Conforme anunciou na manhã deste sábado, Thiago Riberi entrou nas pistas determinado a conquistar a pole. Na segunda volta, o piloto fez o melhor tempo da Stock Jr. em 1min34s994, média de 126.42 km/h.
“O treino foi bom, a pista melhorou bastante do treino da manhã. Na primeira volta eu fui mais cauteloso. Como a condição de pista mudou um pouco, não quis forçar, quis ver como estava para vir forçando tudo na segunda volta. Graças a Deus, foi uma volta perfeita e consegui fazer a pole.”
Pelas voltas nos dois dias de treino, Riberi já sabe onde deverá ter mais atenção no circuito de Jacarepaguá: “Mais cuidado tem que ter no final da reta oposta na curva do oval. É um trecho muito perigoso onde tiveram vários acidentes durante os treinos. Espero passar ileso pela primeira curva, sem nenhum toque. Na Stock Jr. é complicado prever um resultado porque só é decidido na última volta. É mais confortável largar na frente, vamos tentar abrir do resto do grid”.
O piloto lidera o campeonato com 177 pontos e no Rio de Janeiro pode disparar ainda mais à frente. “Estou bem otimista, vamos ver se dá tudo certo. Consegui fazer na pista o que estava prevendo, cumpri todas as metas até agora e vamos ver se amanhã eu consigo cumprir a última meta e a mais importante”, comentou.
Do Autódromo de Jacarepaguá
17 de novembro
Conforme anunciou na manhã deste sábado, Thiago Riberi entrou nas pistas determinado a conquistar a pole. Na segunda volta, o piloto fez o melhor tempo da Stock Jr. em 1min34s994, média de 126.42 km/h.
“O treino foi bom, a pista melhorou bastante do treino da manhã. Na primeira volta eu fui mais cauteloso. Como a condição de pista mudou um pouco, não quis forçar, quis ver como estava para vir forçando tudo na segunda volta. Graças a Deus, foi uma volta perfeita e consegui fazer a pole.”
Pelas voltas nos dois dias de treino, Riberi já sabe onde deverá ter mais atenção no circuito de Jacarepaguá: “Mais cuidado tem que ter no final da reta oposta na curva do oval. É um trecho muito perigoso onde tiveram vários acidentes durante os treinos. Espero passar ileso pela primeira curva, sem nenhum toque. Na Stock Jr. é complicado prever um resultado porque só é decidido na última volta. É mais confortável largar na frente, vamos tentar abrir do resto do grid”.
O piloto lidera o campeonato com 177 pontos e no Rio de Janeiro pode disparar ainda mais à frente. “Estou bem otimista, vamos ver se dá tudo certo. Consegui fazer na pista o que estava prevendo, cumpri todas as metas até agora e vamos ver se amanhã eu consigo cumprir a última meta e a mais importante”, comentou.
Thiago Riberi, o mais rápido dos treinos livres, espera liderar o grid
Urika Coimbra
Do Autódromo de Jacarepaguá
17 de novembro 12h20
O líder do campeonato da Stock Jr., Thiago Riberi, confirmou o favoritismo durante os treinos livres de ontem. O paulista, que gosta de correr no Rio de Janeiro, considera uma vantagem o fato de já ter corrido em Jacareaguá no ano passado e espera repetir o tempo de ontem durante o treino classificatório deste sábado.
“A expectativa é boa. Gosto muito de andar aqui no Rio. A pista secou ontem no segundo treino. Acho que a maioria do pessoal não andou ainda na pista e deve ter encontrado um pouco de dificuldade. Como já tinha andado ontem no molhado, e no ano passado no seco, consegui ir bem, aproveitei o treino e deu tudo certo”, declarou Thiago minutos antes de entrar na pista para o 3º treino livre.
Do Autódromo de Jacarepaguá
17 de novembro 12h20
O líder do campeonato da Stock Jr., Thiago Riberi, confirmou o favoritismo durante os treinos livres de ontem. O paulista, que gosta de correr no Rio de Janeiro, considera uma vantagem o fato de já ter corrido em Jacareaguá no ano passado e espera repetir o tempo de ontem durante o treino classificatório deste sábado.
“A expectativa é boa. Gosto muito de andar aqui no Rio. A pista secou ontem no segundo treino. Acho que a maioria do pessoal não andou ainda na pista e deve ter encontrado um pouco de dificuldade. Como já tinha andado ontem no molhado, e no ano passado no seco, consegui ir bem, aproveitei o treino e deu tudo certo”, declarou Thiago minutos antes de entrar na pista para o 3º treino livre.
Vidas do Playoff com Rodrigo Sperafico
Urika Coimbra
Do Autódromo de Jacarepaguá
16 de novembro 12h36
Rodrigo Sperafico cresceu dividindo com o irmão gêmeo Ricardo os desafios da profissão. O pai, Dilso Sperafico, que foi piloto de turismo e Fórmula Super-V, passou aos filhos a paixão pelo automobilismo e batalhou para que chegassem onde estão. Não é à toa que Rodrigo responde no plural sobre tudo o que se refere aos caminhos que percorreu para ser um piloto profissional. Conheça um pouco mais sobre o Sperafico que somou duas vitórias na temporada 2007, chega ao fim do campeonato brigando pelo título e faz da Copa Nextel a sua prioridade.
STOCK – Na sua história, tornar-se piloto foi uma escolha por vocação ou por influência?
RODRIGO – Tem gente que já nasce com dom. Não nasci gostando de corrida. Meu pai nos contagiou e virou uma paixão. Foi por influência dele que nos especializamos em automobilismo e nem deu tempo de considerar uma profissão diferente. Ele nos pegou de calça curta, entramos nisso e não pensamos mais em outra coisa. Não me imagino seguindo outro caminho. Ele sempre incentivou, dava tudo para não faltar condições. Nunca exigiu nada, só pedia para fazer direito e dar valor, porque ele estava se sacrificando. Hoje, olhamos tudo e temos uma idéia do que ele passou. É uma lição.
STOCK – Quando a brincadeira virou profissão?
RODRIGO – Começamos no kart com nove anos. Quando criança você não sabe ainda se é sério e nem pensa em futuro. Meu pai foi nos mostrando a direção. Aos 16 anos, deixamos o kart e fomos para a Europa, ali eu percebi que o passo era mais largo. Começamos a entrar no mundo do automobilismo e ver uma possibilidade de nos profissionalizar. No momento que você dá um passo maior percebe um pouquinho melhor as transformações que estão por vir.
STOCK – O que seria diferente na sua trajetória sem o seu irmão?
RODRIGO – É difícil dizer por que eu nunca estive sozinho. Nascemos juntos, começamos a correr juntos e nunca ficamos separados. Passamos boa parte do tempo como companheiros de equipe. Andamos bem, sempre alternando; quando um era campeão, o outro era vice; um andava melhor, o outro não. Eu não sei dizer como seria sozinho. Por uns três anos corremos em categorias diferentes; ele nos Estados Unidos, eu no Brasil. Quando isso aconteceu sentimos bastante falta. Viu como as coisas são? Ele voltou para a Stock Car e agora estamos juntos de novo.
STOCK – Como lida com as pressões, cobranças e expectativas?
RODRIGO – Eu sou meio tranqüilo, bem conservador, nunca fui muito afoito. Deixo as coisas acontecerem dentro do prazo. Sou calmo, disciplinado. Estamos nesse meio desde criança e sabemos como lidar com a ansiedade. Acho que essa é a nossa profissão. Fomos abençoados porque todo mundo gostaria de estar numa situação assim. A única coisa é que eu gostaria que existissem mais finais de semana trabalhando em corrida, não apenas 12 vezes ao ano. Às vezes até falta alguma coisa para preencher o tempo vago.
STOCK – O quanto a sua vida foge dos padrões normais?
RODRIGO – Difícil perceber essa diferença porque estamos no automobilismo há 18 anos. Acaba sendo uma coisa normal. É legal ver a reação dos outros, todo mundo acreditando e torcendo, porque na Europa a não tínhamos isso. Aqui todo mundo acompanha, tem a família, a Globo dando cobertura, você nota que está pegando força. As pessoas passam a cobrar um pouco, querem resultados, mas eu nunca estive tão bem.
STOCK – Já consegue pensar em férias?
RODRIGO – Merecemos uma prainha básica, como qualquer ser humano. Provavelmente passarei uns dias em Florianópolis, como é pertinho de Curitiba, está na mão.
STOCK – Você gosta de morar em Curitiba?
RODRIGO – Faz três anos que moro lá e já tenho um círculo de amizades muito bom. É uma cidade grande, boa para se morar e a minha equipe é de lá, tudo fica mais fácil. Para mim é um ponto estratégico, se precisar ir a São Paulo ou Rio, é uma boa saída.
STOCK – Quais são as suas prioridades atuais?
RODRIGO – O automobilismo, porque agora é profissional. Dou prioridade total à Stock Car, pois nunca tive num momento tão bom, disputando o titulo. Não envolvo nada no meio, o foco será total nas corridas até o final do campeonato. Depois que terminar, veremos o que fazer no próximo ano. Mas hoje é 100% Stock Car. Lógico, tem que se preparar fisicamente, também há negócios paralelos, o escritório em Curitiba. Busco aprender, evoluir um pouco, porque não vou correr até os 90 anos de Stock. Pensamos em algo paralelo para preencher o tempo e viver melhor.
Do Autódromo de Jacarepaguá
16 de novembro 12h36
Rodrigo Sperafico cresceu dividindo com o irmão gêmeo Ricardo os desafios da profissão. O pai, Dilso Sperafico, que foi piloto de turismo e Fórmula Super-V, passou aos filhos a paixão pelo automobilismo e batalhou para que chegassem onde estão. Não é à toa que Rodrigo responde no plural sobre tudo o que se refere aos caminhos que percorreu para ser um piloto profissional. Conheça um pouco mais sobre o Sperafico que somou duas vitórias na temporada 2007, chega ao fim do campeonato brigando pelo título e faz da Copa Nextel a sua prioridade.
STOCK – Na sua história, tornar-se piloto foi uma escolha por vocação ou por influência?
RODRIGO – Tem gente que já nasce com dom. Não nasci gostando de corrida. Meu pai nos contagiou e virou uma paixão. Foi por influência dele que nos especializamos em automobilismo e nem deu tempo de considerar uma profissão diferente. Ele nos pegou de calça curta, entramos nisso e não pensamos mais em outra coisa. Não me imagino seguindo outro caminho. Ele sempre incentivou, dava tudo para não faltar condições. Nunca exigiu nada, só pedia para fazer direito e dar valor, porque ele estava se sacrificando. Hoje, olhamos tudo e temos uma idéia do que ele passou. É uma lição.
STOCK – Quando a brincadeira virou profissão?
RODRIGO – Começamos no kart com nove anos. Quando criança você não sabe ainda se é sério e nem pensa em futuro. Meu pai foi nos mostrando a direção. Aos 16 anos, deixamos o kart e fomos para a Europa, ali eu percebi que o passo era mais largo. Começamos a entrar no mundo do automobilismo e ver uma possibilidade de nos profissionalizar. No momento que você dá um passo maior percebe um pouquinho melhor as transformações que estão por vir.
STOCK – O que seria diferente na sua trajetória sem o seu irmão?
RODRIGO – É difícil dizer por que eu nunca estive sozinho. Nascemos juntos, começamos a correr juntos e nunca ficamos separados. Passamos boa parte do tempo como companheiros de equipe. Andamos bem, sempre alternando; quando um era campeão, o outro era vice; um andava melhor, o outro não. Eu não sei dizer como seria sozinho. Por uns três anos corremos em categorias diferentes; ele nos Estados Unidos, eu no Brasil. Quando isso aconteceu sentimos bastante falta. Viu como as coisas são? Ele voltou para a Stock Car e agora estamos juntos de novo.
STOCK – Como lida com as pressões, cobranças e expectativas?
RODRIGO – Eu sou meio tranqüilo, bem conservador, nunca fui muito afoito. Deixo as coisas acontecerem dentro do prazo. Sou calmo, disciplinado. Estamos nesse meio desde criança e sabemos como lidar com a ansiedade. Acho que essa é a nossa profissão. Fomos abençoados porque todo mundo gostaria de estar numa situação assim. A única coisa é que eu gostaria que existissem mais finais de semana trabalhando em corrida, não apenas 12 vezes ao ano. Às vezes até falta alguma coisa para preencher o tempo vago.
STOCK – O quanto a sua vida foge dos padrões normais?
RODRIGO – Difícil perceber essa diferença porque estamos no automobilismo há 18 anos. Acaba sendo uma coisa normal. É legal ver a reação dos outros, todo mundo acreditando e torcendo, porque na Europa a não tínhamos isso. Aqui todo mundo acompanha, tem a família, a Globo dando cobertura, você nota que está pegando força. As pessoas passam a cobrar um pouco, querem resultados, mas eu nunca estive tão bem.
STOCK – Já consegue pensar em férias?
RODRIGO – Merecemos uma prainha básica, como qualquer ser humano. Provavelmente passarei uns dias em Florianópolis, como é pertinho de Curitiba, está na mão.
STOCK – Você gosta de morar em Curitiba?
RODRIGO – Faz três anos que moro lá e já tenho um círculo de amizades muito bom. É uma cidade grande, boa para se morar e a minha equipe é de lá, tudo fica mais fácil. Para mim é um ponto estratégico, se precisar ir a São Paulo ou Rio, é uma boa saída.
STOCK – Quais são as suas prioridades atuais?
RODRIGO – O automobilismo, porque agora é profissional. Dou prioridade total à Stock Car, pois nunca tive num momento tão bom, disputando o titulo. Não envolvo nada no meio, o foco será total nas corridas até o final do campeonato. Depois que terminar, veremos o que fazer no próximo ano. Mas hoje é 100% Stock Car. Lógico, tem que se preparar fisicamente, também há negócios paralelos, o escritório em Curitiba. Busco aprender, evoluir um pouco, porque não vou correr até os 90 anos de Stock. Pensamos em algo paralelo para preencher o tempo e viver melhor.
Losacco espera repetir bom desempenho nos treinos de sábado
Urika Coimbra
Do Autódromo de Jacarepaguá
16 de novembro 9h25
Giuliano Losacco, Texaco Vogel Motorsport (Chevrolet), fez o segundo melhor tempo no 1º treino livre de hoje na 26ª volta, com 1min23seg199. Durante a maior parte do treino os pilotos correram em pista molhada e os resultados começaram a mudar ao colocarem pneu slick já no final do treino, quando o tempo abriu em Jacarepaguá.
“O carro estava bom e o começo foi meio equilibrado. Como hoje não vale nada foi um treino para acertar o carro e chegar num balanço ideal. Deu para sentir um acerto bom e acredito bastante que os nossos carros sejam competitivos. Vamos torcer para ficar na frente durante os treinos de amanhã”, afirmou o piloto, apostando no melhor desempenho do seu carro em pista seca.
Após um ano difícil, Losacco acredita que um bom resultado no Rio de Janeiro será importante para restabelecer o ânimo na equipe: “Meu carro quebrou muitas vezes, tivemos azar, então vamos torcer para eu terminar bem classificado nessas duas corridas e motivar todo mundo para o ano que vem”.
Do Autódromo de Jacarepaguá
16 de novembro 9h25
Giuliano Losacco, Texaco Vogel Motorsport (Chevrolet), fez o segundo melhor tempo no 1º treino livre de hoje na 26ª volta, com 1min23seg199. Durante a maior parte do treino os pilotos correram em pista molhada e os resultados começaram a mudar ao colocarem pneu slick já no final do treino, quando o tempo abriu em Jacarepaguá.
“O carro estava bom e o começo foi meio equilibrado. Como hoje não vale nada foi um treino para acertar o carro e chegar num balanço ideal. Deu para sentir um acerto bom e acredito bastante que os nossos carros sejam competitivos. Vamos torcer para ficar na frente durante os treinos de amanhã”, afirmou o piloto, apostando no melhor desempenho do seu carro em pista seca.
Após um ano difícil, Losacco acredita que um bom resultado no Rio de Janeiro será importante para restabelecer o ânimo na equipe: “Meu carro quebrou muitas vezes, tivemos azar, então vamos torcer para eu terminar bem classificado nessas duas corridas e motivar todo mundo para o ano que vem”.
Allam Khodair em defesa do meio ambiente
Urika Coimbra
Da Redação
31 de outubro 18h44
Nem mesmo os pilotos da Copa Nextel Stock Car sabem que Allam Khodair, da Boettger Competições (Chevrolet), acelera na luta pela preservação do meio ambiente. A novidade invadirá as pistas a partir de 2008. Agora a categoria conta com mais um ponto a favor, pois Allam descobriu que é possível reduzir o impacto ambiental da liberação de gás carbônico pelos carros, caminhões e até aviões. Na próxima temporada, o piloto espera intensificar a conscientização entre todos os participantes e servir de exemplo.
STOCK – Há quanto tempo você se preocupa com o meio ambiente? Como descobriu que poderia agir a respeito?
KHODAIR – Hoje em dia, não só pelo que vem acontecendo, mas pelo volume de informações sobre o que o meio ambiente está sofrendo, é impossível ficar de fora do assunto. Comecei a me interessar em fazer algo para diminuir os danos à atmosfera no ano passado. Li algumas matérias e descobri que um amigo, que corre de moto no Rally dos Sertões, conseguiu transformar o motor para álcool e até ganhou um selo (Carbon Free) da Iniciativa Verde, uma ONG paulista cujo objetivo é contribuir para neutralizar os gases do efeito estufa. Foi assim que eu tive a idéia de tentar usar a experiência dele no meu carro.
STOCK – Mas um carro de competição não pode usar álcool como combustível. Que solução você encontrou?
KHODAIR – Por mais que seja impossível transformar o nosso carro para álcool, percebi que existiam outras formas de minimizar, e até neutralizar, o volume de gás carbônico que emitimos nas etapas da Stock Car. Para isso, entrei em contato com a Iniciativa Verde e começamos a fazer o cálculo do quanto de CO2 precisaríamos neutralizar.
STOCK – Como o cálculo foi realizado?
KHODAIR – Através de muita pesquisa. Passamos um mês fazendo cálculos, preenchemos um questionário, que ia e voltava diversas vezes, para levantar o valor correto. Estudamos tipo e composição dos pneus, volume de combustível gasto por fim de semana, o caminhão que leva os carros para pista, etc. Tudo isso tem que ser levado em consideração. Especialistas da ONG fizeram o cálculo para o meu carro e descobrimos quantas árvores seriam necessárias para neutralizar o prejuízo.
STOCK – Quantas árvores você se comprometeu em plantar?
KHODAIR – Até o fim da temporada 2007 devolverei 56 árvores para a Mata Atlântica. Isso será o suficiente para combater o total de 11 toneladas de gás carbônico emitido neste período. Como mostrou a reportagem da “Rede Globo”, é o mesmo volume de CO2 liberado por um carro de motor 1.0 ao percorrer 78 mil quilômetros, o que corresponderia a dar duas voltas em torno da Terra. Assustador, não?
STOCK – Além do reflorestamento, existe outra forma de contribuir?
KHODAIR – Sim. A idéia não é só neutralizar. Junto com a Iniciativa Verde descobri que poderia trabalhar sobre a conscientização ambiental entre o público que a Stock Car atinge e também dentro das pistas.
STOCK – Como pretende conscientizar este público?
KHODAIR – No próximo ano vamos começar com um trabalho de conscientização junto ao público durante as etapas da Copa Nextel Stock Car. Todos os brindes, sacolas e papéis de autógrafo serão em materiais biodegradáveis. Tentaremos mostrar como é possível ajudar o meio ambiente dentro de casa com tarefas simples, como reciclar o lixo, diminuir os consumos de energia e água, e trocar o carro por uma bicicleta, por exemplo, sempre que der.
STOCK – Acha possível envolver outros pilotos na ação?
KHODAIR – Os pilotos vão ter que fazer a parte deles, pois o efeito estufa é muito assustador. Acredito que esta preocupação vai atingir toda a categoria. É uma tendência que não dá para ignorar em nenhum lugar do mundo. Temos que cuidar da Terra para os nossos filhos e netos. Se cada um fizer a sua parte, teremos um planeta muito melhor.
STOCK – Investiu recursos próprios para começar o projeto?
KHODAIR – Primeiro investimos para depois colher. Nestas três últimas etapas, quem está financiando sou eu mesmo com a verba de patrocínio que eu já tinha em 2007. Mas como é algo que beneficia também os meus parceiros, e todos eles acharam muito interessante, no ano que vem este gasto estará previsto no nosso orçamento. Falando em verba, as pessoas pensam que o custo é muito grande, mas pelo bem que estamos fazendo e com o valor agregado que gera para as marcas envolvidas, é uma quantia muito pequena.
Da Redação
31 de outubro 18h44
Nem mesmo os pilotos da Copa Nextel Stock Car sabem que Allam Khodair, da Boettger Competições (Chevrolet), acelera na luta pela preservação do meio ambiente. A novidade invadirá as pistas a partir de 2008. Agora a categoria conta com mais um ponto a favor, pois Allam descobriu que é possível reduzir o impacto ambiental da liberação de gás carbônico pelos carros, caminhões e até aviões. Na próxima temporada, o piloto espera intensificar a conscientização entre todos os participantes e servir de exemplo.
STOCK – Há quanto tempo você se preocupa com o meio ambiente? Como descobriu que poderia agir a respeito?
KHODAIR – Hoje em dia, não só pelo que vem acontecendo, mas pelo volume de informações sobre o que o meio ambiente está sofrendo, é impossível ficar de fora do assunto. Comecei a me interessar em fazer algo para diminuir os danos à atmosfera no ano passado. Li algumas matérias e descobri que um amigo, que corre de moto no Rally dos Sertões, conseguiu transformar o motor para álcool e até ganhou um selo (Carbon Free) da Iniciativa Verde, uma ONG paulista cujo objetivo é contribuir para neutralizar os gases do efeito estufa. Foi assim que eu tive a idéia de tentar usar a experiência dele no meu carro.
STOCK – Mas um carro de competição não pode usar álcool como combustível. Que solução você encontrou?
KHODAIR – Por mais que seja impossível transformar o nosso carro para álcool, percebi que existiam outras formas de minimizar, e até neutralizar, o volume de gás carbônico que emitimos nas etapas da Stock Car. Para isso, entrei em contato com a Iniciativa Verde e começamos a fazer o cálculo do quanto de CO2 precisaríamos neutralizar.
STOCK – Como o cálculo foi realizado?
KHODAIR – Através de muita pesquisa. Passamos um mês fazendo cálculos, preenchemos um questionário, que ia e voltava diversas vezes, para levantar o valor correto. Estudamos tipo e composição dos pneus, volume de combustível gasto por fim de semana, o caminhão que leva os carros para pista, etc. Tudo isso tem que ser levado em consideração. Especialistas da ONG fizeram o cálculo para o meu carro e descobrimos quantas árvores seriam necessárias para neutralizar o prejuízo.
STOCK – Quantas árvores você se comprometeu em plantar?
KHODAIR – Até o fim da temporada 2007 devolverei 56 árvores para a Mata Atlântica. Isso será o suficiente para combater o total de 11 toneladas de gás carbônico emitido neste período. Como mostrou a reportagem da “Rede Globo”, é o mesmo volume de CO2 liberado por um carro de motor 1.0 ao percorrer 78 mil quilômetros, o que corresponderia a dar duas voltas em torno da Terra. Assustador, não?
STOCK – Além do reflorestamento, existe outra forma de contribuir?
KHODAIR – Sim. A idéia não é só neutralizar. Junto com a Iniciativa Verde descobri que poderia trabalhar sobre a conscientização ambiental entre o público que a Stock Car atinge e também dentro das pistas.
STOCK – Como pretende conscientizar este público?
KHODAIR – No próximo ano vamos começar com um trabalho de conscientização junto ao público durante as etapas da Copa Nextel Stock Car. Todos os brindes, sacolas e papéis de autógrafo serão em materiais biodegradáveis. Tentaremos mostrar como é possível ajudar o meio ambiente dentro de casa com tarefas simples, como reciclar o lixo, diminuir os consumos de energia e água, e trocar o carro por uma bicicleta, por exemplo, sempre que der.
STOCK – Acha possível envolver outros pilotos na ação?
KHODAIR – Os pilotos vão ter que fazer a parte deles, pois o efeito estufa é muito assustador. Acredito que esta preocupação vai atingir toda a categoria. É uma tendência que não dá para ignorar em nenhum lugar do mundo. Temos que cuidar da Terra para os nossos filhos e netos. Se cada um fizer a sua parte, teremos um planeta muito melhor.
STOCK – Investiu recursos próprios para começar o projeto?
KHODAIR – Primeiro investimos para depois colher. Nestas três últimas etapas, quem está financiando sou eu mesmo com a verba de patrocínio que eu já tinha em 2007. Mas como é algo que beneficia também os meus parceiros, e todos eles acharam muito interessante, no ano que vem este gasto estará previsto no nosso orçamento. Falando em verba, as pessoas pensam que o custo é muito grande, mas pelo bem que estamos fazendo e com o valor agregado que gera para as marcas envolvidas, é uma quantia muito pequena.
Carro de Valdeno Brito quebra em início de corrida
Urika Coimbra
Do Autódromo de Tarumã
28 de outubro 11h51
Valdeno Brito, Neo Quimica - Neosoro/ JF Racing (Volkswagen), estava em segundo lugar quando abandonou a pista durante as primeiras voltas da prova. “Acho que quebrou o câmbio. Começou a fazer um barulho estranho e sabia que já não tinha mais jeito”, afirmou o piloto.
A equipe ainda procurava uma explicação enquanto, desanimado, Valdeno comentou que este tipo de problema faz parte. Ainda sem idéia de como ficará classificado no campeonato, o piloto confirmou que continuará o trabalho de antes: “Tem que fazer o que já estávamos fazendo e tentar não contar com estas quebras. Não existe culpado. Também porque a gente trabalha no limite, às vezes acontece”.
Do Autódromo de Tarumã
28 de outubro 11h51
Valdeno Brito, Neo Quimica - Neosoro/ JF Racing (Volkswagen), estava em segundo lugar quando abandonou a pista durante as primeiras voltas da prova. “Acho que quebrou o câmbio. Começou a fazer um barulho estranho e sabia que já não tinha mais jeito”, afirmou o piloto.
A equipe ainda procurava uma explicação enquanto, desanimado, Valdeno comentou que este tipo de problema faz parte. Ainda sem idéia de como ficará classificado no campeonato, o piloto confirmou que continuará o trabalho de antes: “Tem que fazer o que já estávamos fazendo e tentar não contar com estas quebras. Não existe culpado. Também porque a gente trabalha no limite, às vezes acontece”.
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