quinta-feira, 22 de outubro de 2009

BMW X1 2010

(matéria de Capa da Autostar, próxima edição)

O caçula da vez
Jovem e versátil, o novo utilitário esportivo BMW X1 marca a estreia da família X no segmento de compactos premium

Por URIKA COIMBRA


Irmão menor do X3, o BMW X1 promete atrair um público mais jovem e ser o utilitário esportivo de entrada da marca bávara que, pela primeira vez, transfere as características e os recursos típicos dos modelos X para um carro no segmento de compactos premium, em um estilo único, moderno e dinâmico.

O novo modelo de cinco portas é fabricado na mesma linha das versões sedã de três portas, coupé e conversível do BMW Série 1, na fábrica da BMW em Leipzig (Alemanha), reconhecida por sua flexibilidade superior às demais e por priorizar métodos inovadores de garantia de qualidade e tecnologias que não agridem o meio ambiente.

Janeiro de 2010 foi a data marcada para o início das vendas no Brasil, no entanto, essa máquina esteve nos visitando “em sigilo” antes de se exibir para o mundo. São Paulo foi palco de uma pré-estreia extra-oficial do X1, em agosto de 2009, um mês antes do seu lançamento oficial no Salão de Frankfurt. O motivo: enquanto as economias dos EUA, da Europa e do Japão entraram em recessão por causa da crise, o Brasil continuou crescendo assim como as vendas da marca no País, que em julho de 2009 aumentou 114% em relação ao mesmo mês no ano anterior.

Formas típicas, porém renovadas
O BMW X1 desembarca em solo nacional na versão xDrive28i, equipado com motor de seis cilindros em linha 2.8 a gasolina, 258 cv de potência, transmissão automática de seis velocidades, sistemas de estabilização da condução e tração integral.

Com dimensões menores do que os “irmãos” mais velhos – 4,45 m de comprimento, 1,79 m de largura, 1,54 m de altura e distância entre-eixos de 2,76 m –, o X1 chega assumindo um lugar próprio, destacando-se dos compactos tradicionais, e disposto a agradar um público diferenciado que, certamente, aprovará o seu desempenho versátil e esportivo, com uma excelente agilidade em ambientes urbanos.

A parte dianteira, a lateral e a traseira interagem suavemente entre si por meio de linhas poderosas e impactantes, que conectam os vários elementos da carroceria de forma elegante e suave. A pincelada robusta fica por conta do para-choque resistente e musculoso, criando um belo contraste com o restante. A grade em forma de rim, característica da marca, vem um pouco maior e, em conjunto com os arcos das rodas salientes e com as linhas de contorno acentuadas do capô, confere um visual poderoso ao compacto “apimentado”.

Arrojados faróis duplos redondos, típicos da BMW, e vincos por todos os lados dão mais volume e agressividade ao visual. O formato L dos conjuntos de luzes traseiras ganha uma reinterpretação inédita com linhas abruptas, quase irregulares, compondo um design mais esportivo e limpo.

Por dentro, o caçula da família nem parece ser o menor dos “irmãos” e não perde em luxuosidade. O habitáculo preserva o padrão de estilo da marca bávara, entre linhas sóbrias e elegantes, mas modernas ao mesmo tempo. O interior do BMW X1 evidencia autoconfiança e versatilidade com materiais sofisticados e contornos impactantes que acentuam o caráter dinâmico e premium do veículo.

Os assentos elevados na frente transmitem uma sensação generosa de espaço e os três assentos completos na parte de trás garantem liberdade de movimento. A capacidade do porta-malas pode ser aumentada de 420 para até 1.350 litros, de acordo com a configuração dos assentos. Uma ampla variedade de opções de armazenamento completam a versatilidade do BMW X1.

“Puro Prazer de Dirigir”
Graças ao BMW EfficientDynamics – que se tornou padrão em todos os novos BMW –, o X1 ostenta a melhor combinação de desempenho de condução e consumo de combustível dos modelos X, possível por recursos como a Regeneração da Energia de Frenagem e a função Auto-Start-Stop, que desliga e liga automaticamente o carro com o objetivo de poupar combustível e evitar emissões de CO2.

A tração nas quatro rodas é conectada ao Controle Dinâmico de Estabilidade DSC e ao gerenciamento do motor do BMW X1, sendo que os sensores nas rodas detectam imediatamente tendências para girar em falso. O mecanismo Servotronic relacionado à velocidade, disponível nos modelos com tração integral, por sua vez, proporciona um padrão ainda maior de manuseio suave e sem esforço.

O X1 foi premiado também com a última geração do BMW iDrive, sistema que permite o controle de funções e ajustes do veículo, como temperatura (ar-condicionado e aquecedor), navegação e comunicação. Uma tela de LCD posicionada acima das saídas de ar-condicionado exibe informações do sistema de navegação por satélite (GPS) e do iDrive.

Além de contar com CD player e seis alto-falantes, o sistema de áudio de fábrica vem com uma porta AUX-In para conectar fontes externas de música, com a opção de integrar um MP3 player e outras mídias ao sistema de entretenimento do carro pela interface USB. Apenas por falta de espaço, não é possível listar outros dos diversos atrativos do novo BMW X1. A sugestão é que você confira de perto esta novidade e complete com as suas próprias impressões. Preparado para babar?

Ficha técnica
BMW X1 (xDrive28i)
Motor: gasolina, 6 cilindros em linha
Cilindrada: 2.996 cm³
Potência: 258 cv a 6.600 rpm
Torque: 31,6 m.kgf (310 Nm) de 2.600 a 3.000 rpm
Aceleração: 0 a 100 km/h em 6,8 segundos
Velocidade máxima: 205 km/h (230 km/h com a configuração opcional de alta velocidade)
Consumo médio: 9,4 l/100 km
Câmbio: Automático, seis velocidades, tração permanente nas quatro rodas
Direção: Elétrica do tipo "pinhão e cremalheira"
Rodas: 17 polegadas
Carroceria: 4,45 m (comprimento); 1,54 m (altura); 2,76 m (entre-eixos)
Peso: 1.685 kg

Volvo XC60

(trecho-degustação matéria da Autostar, próxima edição)

Previsões confirmadas. Expectativas superadas
Completando um ano no Brasil, o XC60 sopra as velinhas como recordista de vendas da Volvo e “Melhor Compra 2009” pela revista Quatro Rodas

Por URIKA COIMBRA

Apresentado oficialmente no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro de 2008, o Volvo XC60 superou a marca de mil unidades comercializadas no Brasil em apenas nove meses. O montante lhe rende o título de recordista de vendas da Volvo em um único ano desde que a fabricante sueca iniciou as suas operações no Brasil, em 1991.

De janeiro a outubro de 2009, a venda de 1.262 unidades do crossover impactou fortemente no crescimento da marca representado por um volume 83% superior ao mesmo período do ano passado, com a média de 182 unidades vendidas por mês na soma de todos os modelos.

Outro indicador coroa o sucesso do XC60 no País: a eleição como a “Melhor Compra 2009” pela revista Quatro Rodas na categoria Utilitários Esportivos de Luxo. Ao todo, 650 veículos foram avaliados pela equipe de jornalistas da publicação, que escolheu os três primeiros em cada uma das 17 categorias, divididas por segmento e faixa de preço.

Quem comenta o bom desempenho no Brasil é Anders Norinder, presidente da Volvo Cars para América Latina e Caribe: “O Volvo XC60 definitivamente caiu no gosto dos brasileiros, pois alia o charme de um cupê à força de um utilitário esportivo. Os números refletem essa realidade. Com o sucesso acima das expectativas alcançado pelo XC60, já podemos prever que o nosso resultado em 2009 será ainda melhor do que esperávamos. O crescimento da Volvo no Brasil é o segundo maior em todos os mercados em que a Volvo atua, ficando atrás apenas da China”.

Conjunto da obra
“Bonito, forte e inteligente.” Assim foi apresentado o carrão na Autostar magazine (edição 6), título à altura das diversas razões que prometiam transformá-lo em destaque frente aos concorrentes. E as promessas se realizaram!

Carregando a missão de sinalizar a direção do futuro da Volvo Cars, o sucesso do XC60 é a comprovação de todas as previsões com as quais foi concebido. “Elevar o visual tem sido um dos meus maiores objetivos desde que cheguei à Volvo e o XC60 é a prova de que conseguimos dar um passo importante neste sentido”, afirma Steve Mattin, diretor de Design da Volvo Cars.

O modelo significa um importante marco na evolução da montadora e sua entrada definitiva no promissor segmento de crossover. Além disso, o XC60 nasceu em meio à substituição do conceito “Do Not Abandon” (Não abandone), passando a carregar no DNA de seu design uma nova aproximação passional – “Dramatic New Approach” – com linhas ricas em expressão.

A melhor compra
O preço atraente do XC60 figura como uma boa explicação para o ótimo desempenho comercial obtido até o momento, e que, associado à força de seus trunfos, garante a melhor opção custo/benefício disponível.

Combinando modernidade com elegância e conforto, características marcantes no utilitário que ganhou as ruas do Brasil, as três versões do XC60 – Comfort, Dynamic e Top – contam com tração integral e são equipadas com motor turbo de seis cilindros à gasolina, que gera 285 cv de potência.

A força do motor, no entanto, não impede um comportamento dócil e silencioso, além de ser extremamente obediente aos comandos do motorista. “É sedutor e equipado com contrastes impressionantes. Refinado e robusto. Potente e ágil. Espaçoso e, ao mesmo tempo, compacto”, entrega Steve Mattin.

Além de tudo, o mais seguro
Considerado o carro mais seguro já fabricado pela Volvo, o XC60 apresenta itens de segurança avançados e que engrossam a lista de inovações que a fabricante tradicionalmente vem introduzindo no mercado automotivo ao longo dos anos, com destaque para o cinto de segurança de três pontos, que, em 2009, completou 50 anos da sua invenção.

No XC60, a maior novidade ficou por conta do City Safety, dispositivo sem precedentes no mercado brasileiro. Disponibilizado como item de série, a sua inteligência consiste em frear o carro sozinho na iminência de uma colisão até 30 km/h, situação que, segundo pesquisas da montadora, é responsável por 75% dos acidentes no trânsito urbano. Destaque no Salão Internacional de Nova York de 2008, o City Safety recebeu o prêmio “Traffic Safety Achievement Award”, promovido no Simpósio Mundial de Segurança no Trânsito.

O crossover também traz outro destaque em segurança nas versões Dynamic e Top: os sensores “BLIS” nos retrovisores externos detectam a presença de objetos no “ponto cego” e acendem uma luz de advertência.

“O carro se comporta exatamente da forma que você espera, independentemente da situação, proporcionando sensação de segurança e controle, assim como de conforto relaxante”, conclui Lars Blenwall, diretor de Projeto do Volvo XC60.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

(trecho) Matéria de Capa - Revista Connected - ed 2

Cade allows overseas coordination

by Urika Coimbra

On September 16, the Administrative Council for Economic Defence (Cade) gave its permission for the joint coordination of the activities between Brasil Foods and Sadia overseas. This means the opening of the way for the joint planning of negotiations and the contracting of freight and storage, as well as the offer of brands and volume of products, as long as the operational and commercial structures of both remain as they are today in the overseas market, in a way that does not affect its performance nationally or compromise the reversibility of operations.

As this concerns a Brazilian anti-trust organization, which regulates the competition in the domestic market, the overseas implications are outside Cade’s sphere,” reasons Toni. In respecting the continuation of the conditions which do not interfere with the competitive nature of one of the companies in the domestic market, this authorization is provided under the premise that “the brands continue in the overseas market with volumes similar to those which the two companies have traded in the past, preserving the current performance of Brasil Foods and of Sadia,” explains the General Director of BU Perdix.

The main benefit in starting up this joint coordination overseas is to advance the best management of the businesses by means of a more healthy competition. “The principle gains will be seen in storage, shipping and in the strategic pre-pricing of the products,” says de Toni. Jointly, Brasil Foods and Sadia hold around 24% of Brazilian exports. The amount when joined together will allow more structured activities, with better results and greater chances of development overseas.

Acting through a structure that has been optimized enormously, the trend is that the initial association of the two companies also stimulates new opportunities and investment in professional skill. The next steps include once again studying all the processes, with a focus on the merger of the companies and also on what is intended to be strategically achieved by 2015.

“Today, we already need people to take care of the business which is arising from this merger in the overseas markets. We are paying more attention to people’s skills for what we intend to do in the future than we are in taking into account the synergies in themselves. There is no synergy in fixed costs as both the companies already have structures that are suitable to their sizes. This is the time to think about growth. We need to be extremely efficient in this chain that is so very competitive. This is why the economy of scale is essential,” concludes de Toni.

(Parte final da matéria de capa da próxima Connected. Em breve, PDF completo)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Purpurina (para Evelyn Heine)

Oi, querida, não, este não é um email carnavalesco, muito menos GLS, nem um conto da Alice dos tempos modernos, infelizmente, hehe...

É só uma mensagem de saudade, de afeto e de amizade, encorajada pela lembrança de um episódio ocorrido na rua Purpurina, cujo nome feminino, um dia, representou um verdadeiro desafio para uma das grandes mulheres que conheço... :-)

Eis que voltando de uma entrevista, ontem, na Y&R, para a revista da Perdigão Internacional, sob uma chuva intensa e desafiadora, encaro a subida mais temida da Vila Madadela. Naquele instante, não pude deixar de lembrar da dramática chegada ao jantar de confraternização entre a antiga equipe da Recreionline! Ai, que saudade!

Ladeira vencida, memórias resgatadas, aqui estou para o que seria um breve "olá, como vai?" e que até já ficou um pouquinho maior. Coisa que acontece quando estamos a conversar com quem estimamos, mesmo que à distância. Espero que esta mensagem encontre uma sorridente Evelyn, diividida entre o papel de mãe, o de escritora, o de professora, o de esposa e o de artesã, disposta a gastar uns 10 minutos da sua sexta-feira agitada para lembrar da sua amiga de nome esquisito (ou seria uma verdura? A velha piada da Rúcula hahaha)

Aproveitando os bits empregados no envio de mais uma carta eletrônica a percorrer as redes que nos separam – e que nos unem – , anexo uma das minhas últimas matérias, para a revista Cardnews, querendo, muito provavelmente, dividir parte da minha nova rotina, pincelada por inseguranças, por descobertas, temperada com pouca grana, mas, talvez, recheada de maturidade. Afinal, passar dos 30 tem lá suas vantagens!

Um beijo enorme!
Urika

Revista Cardnews ed 159


Revista Cardnews ed 157


quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Eddy, o falcão

A Autosport escreveu na coluna “Paddock Life” que a desastrosa corrida de Felipe Massa, em Cingapura, não foi nada em comparação com o vexame vivido por Ed Gorman, correspondente do Times na F1. Exageros à parte, a história é engraçada.

O britânico foi um dos jornalistas convidados por Bernie Ecclestone para uma experiência de causar inveja à equipe do Red Bulletin: correr no iluminado circuito cingapuriano entre os mais célebres representantes da imprensa. Os carros? Modelos Fiat 500, com câmbio automático – observação importante no enredo a seguir.

Ed viveu uma grande expectativa para essa que seria também a primeira vez “pilotando” em um circuito da F1. Ele fez a lição de casa, buscando algumas dicas no paddock, e escolheu John Button como conselheiro: “Seja qual for o limite de giro que determinarem, ignore-o”, orientou o ex-piloto de rali e pai de Jenson Button.

Um pequeno probleminha na logística atrasou o encontro dos jornalistas com as máquinas e eles foram entrar nos carros já posicionados no grid de largada. Era só sentar e largar, mas Gorman se sentou e ficou. “Descobri como é ficar parado no grid enquanto todo o mundo passa por você”, desabafou o jornalista, que, lamentavelmente, só descobriu aquele detalhe do câmbio automático na hora de largar. Como nunca havia dirigido um carro assim, não soube o que fazer nem teve tempo de aprender.

O embaraço multiplicou-se de tamanho quando um dos oficiais do evento, aparentando ter o dobro da sua idade, entrou no carro de Ed e arrancou de primeira, sem qualquer problema. Além de provocar gargalhadas entre os espectadores e ser motivo de piada até para os taxistas locais, o jornalista saiu dessa histórica corrida noturna com um novo apelido: "Eddy the Eagle".

Gorman narra todo o episódio detalhadamente em seu blog no tragicômico post You've got to laugh; no, I've got to.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

No box com Ingo Hoffmann

Trabalhar no automobilismo tem dessas coisas: ficar de papo com os pilotos em seus próprios boxes faz parte da rotina. Os amigos jornalistas da Fórmula 1 que me desculpem, a despeito da nossa insignificante atuação perto de quem freqüenta círculos mais abastados, alguma vantagem tínhamos de ter.

A notícia não custa caro, na verdade, não custa nada. Esqueça restrições e controle da informação. O máximo de barreira que vai encontrar será uma cara feia por alguma pergunta mal elaborada. Mas é preciso errar feio mesmo para merecer respostas atravessadas de qualquer um dos pilotos. Até mesmo, ou principalmente, daquele que é o mais profissional entre todos os que conheço.

Sem qualquer pretensão, sem pauta para seguir, sem páginas a preencher... Deixei o bloquinho de lado e o gravador desligado para ouvir Ingo Hoffmann num papo informal ao lado da sua assesora, e minha amiga, Meg Cotrim, que ali também não estava a trabalho.

Ouvimos o “Alemão” falar da família, do primeiro emprego do filho, comentar a sacanagem da última prova, desabafar sobre o que não suporta mais na profissão, relembrar, criticar, segredar, palpitar e rir. Rindo como se aquela fosse uma conversa de boteco, sem pressa para terminar.

Último ano, último campeonato, últimas pistas, últimos números, últimas conversas. Realmente, pressa não tem mais. Nem eu tive. Talvez não viva outra chance parecida na minha carreira – a de passar duas horas escutando as histórias de um piloto 12 vezes campeão da categoria, no ano da sua despedida. É, momento assim não volta.

Poderia entrar em detalhes, mas quer saber? Prefiro encerrar sem nada mais revelar com o privilégio de manter a exclusividade dessa "exclusiva" em minhas memórias.

onde: Autódromo Internacional Ayrton Senna - box da AMG Motorsport
quando: 10 de setembro de 2008, quarta-feira, oitava etapa da Stock Car


RODRIGO LUPORINI
Após seis anos nos EUA , ele comprou passagem só de volta para o Brasil, trazendo na mala o diploma de Marketing e muita vontade de trabalhar. Até chegar à Stock, Rodrigo gerenciou diversas marcas no meio publicitário. “Aí caiu no meu colo o Chevrolet Power Team.” Para trabalhar a imagem dos pilotos da equipe na Stock Car, ele busca inspiração na NA SCAR : de lá veio a idéia do canhão que dispara camisetas no pitlane e nas arquibancadas. E, como no ano passado, Rodrigo volta à principal categoria do automobilismo dos EUA com os seis pilotos Chevrolet do play-off atual, em outubro.


MONICA D`AZEREDO
Essa contabilista foi convidada por Aldo Pastore para trabalhar na Cronomap, ainda no tempo dos Ômegas. Monica começou na Stock como “passagista”, anotando a seqüência de voltas dos carros que passavam na pista durante treinos e corridas. Hoje, coordena as informações que chegam do radar e controla o funcionamento dos transponders instalados em todos os carros. Seu tempo é dividido também com as etapas da Fórmula Truck e da GT3. Quando está de folga, Monica curte ficar com o filhão de 13 anos, mimar sua cachorrinha e receber os amigos.



CLAUDIO STRINGARI
Ele foi jogador profissional de futebol, por influência do pai, Claudio Marques, quarto zagueiro do Coritiba nos anos 70 e 80. Stringari jogou em diversos times paranaenses e foi titular no goiano Itumbiara. Às vésperas de se tornar profissional no Coritiba, ao lado de Alex (ex-Palmeiras), lesões no joelho o forçaram a abandonar os campos. Claudio seguiu para o jornalismo esportivo e experimentou o automobilismo com o Rally da Graciosa, em 1999. Seu começo na Stock foi no ano seguinte, como assessor de Flávio Trindade, e, atualmente, assessora Alceu Feldmann e os pilotos da Nova/RR .


ANTONIO CARLOS (TONINHO)
Pelo menos nesta página, não há quem seja regular no paddock há mais tempo do que ele. Toninho entrou na Hot Car há 21 anos, quando Amadeu Rodrigues corria no Brasileiro de Marcas. Doido por carros desde moleque, ele passou a adolescência trabalhando na oficina mecânica em frente à sua casa, onde começou lavando peças de carro. Tantos anos na Stock e continua o mesmo de sempre: “Sou mecânico como qualquer outro”. Mas sem deixar de colher os frutos da experiência: “Trabalho no carro do Popó com bastante liberdade. Troco muita idéia com o patrão e mexo à vontade”



Red Bulletin - Curitiba
Domingo, 21 de setembro de 2008. EDIÇÃO 18

ADEMIR ROGÉRIO (NEGÃO)
Depois de alguns anos trabalhando em telefonia, ele cansou do assunto e decidiu mudar de área. Em 2003, Negão pediu ao primo Luiz, motorista da Master TV , uma indicação de trabalho. E foi assim que chegou à Stock, montando cabos na pista. Carregou muito peso até se tornar o cara dos pontos, passando a ser responsável pelos sinais de transmissão da Master TV nos boxes. “Nunca antes imaginei entrar no box e conversar com os pilotos.” Negão e Pato Preto, seu primo, formam a dupla fanfarrona do paddock: estão sempre contando piadas e arrancando risada por onde passam.


DENISE CHINEZE
Foi a loucura do marido pela Stock que direcionou seu trabalho no ramo gastronômico das pistas. Os cardápios servidos pela Nutribless nos HCs e nas áreas de paddock são determinados no início da temporada, mas sempre que pode Denise inclui algumas surpresinhas: na sala de imprensa já serviu até pipoca e arroz-doce. Um dia, ela notou que muitos mecânicos ficavam sem almoço depois dos treinos, fazendo acertos nos carros, e logo providenciou o “lanche dos mecas”. Idéia 100% aprovadapor eles e que chega a causar disputa no boxes.


MÁRCIO FONSECA

Na Stock, faz assessoria de imprensa para os pilotos da Medley. Em fórmulas, para Bruno Senna e Felipe Massa. E ainda cuida do Desafio Internacional das Estrelas, de equipes de vôlei e do WTCC. Márcio começou como assessor de Christian Fittipaldi, em 1988, depois trabalhou com Pedro Paulo Diniz durante 15 anos. Admite torcer e vibrar com vitórias: “Não sou capaz de um distanciamento”. Outra marca sua é “salvar” cachorros abandonados. Fora os treze que vivem com ele, criou o grupo “Piloto Amigo dos Animais”, que já conta com nove sócios na Stock. Quer ajudar? Entre em contato: mfdois@uol.com.br


GENIVALDO ROCHA (GG)
Genivaldo só em registros oficiais. Um nome sério assim não combina com seu altoastral. Em casa ele é o Guga; no paddock, o GG da Nova/RR . De tanto “perturbar seu Jorge” (de Freitas) pedindo credencial para ver corridas, em 2001 esse apaixonado por automobilismo foi chamado pelo próprio chefe de equipe para trabalhar na Stock. Nascido em Petrópolis, reduto de sete equipes da categoria, incluindo a Nova/RR , GG estudou tornearia, mecânica de pneumática, hidráulica e solda, conhecimentos que aplica no dia-a-dia da oficina e nas pistas.



Red Bulletin - Londrina

Sábado, 13 de setembro de 2008. EDIÇÃO 17

ARLINDO ROMERO
No Rio de Janeiro, Arlindo usa a credencial pela última vez. A despedida da Action Power, onde foi diretor técnico e engenheiro de Thiago Marques, acontece às vésperas de virar a vida do avesso. Ele partirá para uma expedição de volta ao mundo em uma picape que é quase uma casa ambulante. Longe de radicalizar: “Entre destruir o planeta e viver como homem das cavernas, existe muita coisa que pode ser feita”. E Arlindo decidiu fazer sua parte levando aos países mais pobres um projeto de aquecimento solar. Conheça os detalhes da viagem clicando www.expedicaosigaseucoracao.net.

CLÓVIS MATSUMOTO
Foi do laboratório de motores do Instituto Mauá que saiu o convite para se tornar comissário técnico da CBA. Desde 2003, Clóvis é responsável pelo cumprimento do regulamento na Stock Car. A rotina na pista começa na véspera dos treinos livres, quando sua equipe faz vistorias técnicas nos carros e sorteia e lacra os pneus que serão usados. Engenheiro como seu pai, Clóvis sempre trabalhou com carros de passeio e de competição e hoje se divide: é engenheiro de desenvolvimento de uma multinacional do setor automobilístico e comissário nos fins de semana de Stock.

CLAUDIO VINICIUS (TIGUR)
Embora tenha sonhado em ser piloto um dia, Tigur fez nas pistas uma história das mais pitorescas. E ela começou na F-1, em rede nacional, quando ele entregou a bandeira do Brasil a Senna no GP dos EUA, em 1986. No mesmo ano, a mesma bandeira foi parar nas mãos de Piquet, na Hungria. Nisso, Tigur conheceu Reginaldo Leme, passou a trabalhar com ele e, desde 1992, participa do anuário AutoMotor. O porquê do apelido é engraçado. Resumindo: “Porque, no interior, quando alguém joga pedra na água, faz ‘tigur’”.Para entender o fio da meada,só batendo um papo com ele.

CAROLINA WAGNER
A voz rouca denuncia: ela fala muito, em quatro línguas diferentes! Carol é gerente de marketing de pneus de automóveis e caminhonetes, na Goodyear, onde está desde 1997. Sempre esteve em contato com a área de competições e trabalhou em muitos ralis até se tornar regular no paddock. Ela acompanhou de perto o namoro da marca com a Stock e o desenvolvimento dos pneus para a temporada atual. Seu estilo? “Sou um ponto fora da curva.” Carol valoriza o lado feminino, mas adora brincadeiras de meninos: “Não sou nenhuma campeã, mas, eventualmente, participo de mini-campeonatos de kart”.

Red Bulletin - Rio de Janeiro
Domingo, 31 de agosto de 2008. EDIÇÃO 16






FERNANDA GONÇALVES
Para ela, o jornalismo esportivo foi a melhor opção por ser leve, divertido e, é claro, porque “envolve paixão”. Há dez anos estreou como repórter de automobilismo na Gazeta Esportiva, curiosamente no lugar de Meg Cotrim (assessora do Ingo), que havia saído de lá. Na Reunion desde 2000, a Fê coordena a área de assessoria de imprensa, que atende os pilotos da Sky (Tarso Marques e Luciano Burti) e da Terra (Rodrigo Sperafico e Felipe Maluhy) – “seus filhos”, como costuma brincar.

ANDRÉ BENITES
Óculos escuros, freqüentemente falando pelo rádio e circulando no paddock, de onde coordena a comunicação da organização. O André trabalha no departamento de apoio aos pilotos e equipes, na Vicar. Ele elabora a programação oficial das etapas, determina posicionamentos de box e dá apoio técnico aos pilotos na pista e no pódio. Formado em administração e também em fotografia, não dispensa um fim de semana de surfe na praia para equilibrar a tensão das corridas.

LUIS GRIZOTTI
Ele é conhecido como o Luís do rádio. Faz cinco anos que chegou à Stock a convite do piloto Carlos Alves e, em pouco tempo, dominou o paddock. Luís monta os equipamentos de rádio em carros e capacetes e faz acertos de freqüência para todas as equipes da categoria. É o cara da confiança, afinal, tem acesso livre às conversas e mantém tudo em segredo. Outro segredinho: Luís traz perfumes importados do Paraguai. Aliás, ele e sua esposa aceitam encomendas.
É só pedir!

RENATO MARLIA
Braço direito de Mauro Vogel na preparação de Thiago Camilo, nas corridas Renato toma as decisões táticas com o piloto, define a estratégia do fim de semana e checa tudo o que é do Thiago: macacão, capacete, carro, horários etc. Ele já correu na Stock Car, mas se deu bem mesmo quando disputou o Terra Speed e o Brasileiro de Marcas, sendo bicampeão nas duas categorias. Renato é também preparador de kart na Granja Viana, onde vários pilotos treinam com ele no tempo que tem entre as etapas da Stock.

Red Bulletin - São Paulo
Sábado, 02 de agosto de 2008. EDIÇÃO 15